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As mulheres realmente se veem no espelho?

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Quando faço uma busca na internet com “As mulheres realmente se veem no espelho?” e aparece o seguinte título na aba “Estudo aponta que olhar no espelho causa ansiedade e depressão” desenvolvido no texto de outra pessoa, percebo que o assunto merece uma atenção mais especial do que imaginava.

As matérias são as mais variadas possíveis como “Cerca de 94% das mulheres se veem gordas no espelho” ou “Mulheres de peso normal se acham gordas” e até “Apenas 4% das mulheres do mundo não consideram-se bonitas”.

O que elas na verdade veem quando se olham no espelho?

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Em grande parte dos casos a sua imagem distorcida, a resposta é clara, na ausência da auto aceitação o resultado do que veem é desconhecimento do próprio corpo.

O reflexo observado no espelho é fruto do relacionamento da imagem com a sua própria personalidade.
Quando essa relação está em conflito, seu complemento dela como o estilo ou até mesmo ferramentas como a moda administradas incorretamente podem tornar-se ineficaz para solucionar o problema.
No que diz respeito ao estilo e como ele pode contribuir para alteração desse diagnóstico o primeiro passo é a auto-observação. Na frente do espelho, essas mulheres experimentam vestir suas roupas com coerência, principalmente com auxílio de um profissional. Elas descobrem volumes e silhuetas que a imagem distorcida não as permitia enxergar.

d3e4864c-7b6f-41a5-a673-a4f6759296e1Quando uma mulher de manequim 42 com silhueta triângulo (ombros mais estreitos que o quadril) usa jeans ajustado com cós baixo e blusa de lycra também justa, a percepção no espelho é a evidência do volume, não apenas na quantidade como também nas linhas que essa roupa acentua se substituirmos por um vestido de corte reto com estampa de linhas se abrindo de baixo pra cima e foco de volume na altura dos ombros, equilibra-se o desenho da silhueta.

Se ganha com isso uma imagem agradável e real da sua atual proporção, mas em questão o maior ganho é a aceitação. Suas formas interagem com sua observação de maneira positiva fugindo da reprovação, ampliando a confiança e liberando o cérebro a enviar todos os sinais de aprovação. No fim das contas o corpo é o mesmo e continua comunicando a mesma proporção, mas com a informação correta.

Eliminar os bloqueios é um fator fundamental para uma visão real, isso se torna independente do manequim, da silhueta e até mesmo do volume. O processo exige conhecimento do seu corpo e em seguida bom senso com a informação que veste ele.

A projeção e o desejo do que está no outro leva a insatisfação do eu. Admitir a diversidade é o inicio para uma imagem confiante e equilibrada. Leonardo Da Vinci, ainda no século 16, mostrou que com certa estranheza o entendimento da proporção é um forte aliado para o reconhecimento da beleza.

Dicas:

. Dispa-se e então olhe bem para o espelho, assim você verá o desenho do corpo como ele é.

. A observação tridimensional do corpo é a melhor maneira de conhecer suas próprias proporções.

. Experimente peças de diferentes cores, texturas e caimentos na frente do espelho.

. No espelho você avalia a necessidade dos acessórios, porque você os percebe funcionando no seu corpo com as suas expressões e logo julga sua eficiência.

. Você não precisa mudar o seu corpo para se enxergar bonita, a beleza se manifesta na diversidade.

. O auxilio de profissionais de imagem e até mesmo de compras podem lhe trazer surpresas reveladoras.

Douglas Oler é multimídia quando se trata de moda, inquieto, começou trabalhando com produção de moda enquanto ainda cursava faculdade, apaixonado pelo design puro experimentou a criação no universo de acessórios adquirindo um olhar especializado no setor que o levou para palestrar e editar publicações.

1 Comment

  1. Corinna

    14/08/2015 at 6:38 AM

    Este post incrível, obrigado por compartilhar. !!!
    http://www.okmi.pt/

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