Filmes

Praia do Futuro – Filme polêmico ou só falação?

By  | 

Bom, não sei se lá fora do Brasil foi essa polemica toda, mas infelizmente no Brasil, ocorreu certo preconceito com o filme, Praia do Futuro (com tradução literal para o inglês de Futuro Beach), o último filme do Karim Aïnouz, diretor de grande filmes como Madame Satã e O Céu de Suely (Love for Sale), e estrelado por Wagner Moura, nosso Capitão Nascimento do Tropa de Elite 1 e 2, o alemão Clemens Schick, e apresentado Jesuíta Barbosa.

Como já disse, o filme sofreu certos preconceitos quando chegou ao circuito nacional de cinemas, pois conta a história de um gay que foge do Brasil pra viver um grande amor, deixando para trás, uma família e seu irmão pequeno, com o qual era muito apegado. Abordando a história em três capítulos e um epílogo, conseguiram abordar assuntos interessantes. Os comentários de quando saiu o filme foram tantos que isso só alavancou mais a divulgação do mesmo. Caso você não saiba o que houve aqui no Brasil, em alguns cinemas as pessoas saíram no meio de uma cena de sexo entre os atores, Moura e Schick, dizendo que não eram obrigados a assistir esse tipo de filme e pediram seu dinheiro de volta, em alguns casos para evitar maiores problemas, devolveram, e para não correr mais esses imprevistos os cinemas começaram a avisar aos telespectadores que o filme se tratava de uma história gay e continha relações homo afetivas. Agora eu faço uma pergunta, quem em sã consciência paga um ingresso de cinema pra ir assistir a um filme sem saber NADA da história? Eu não faço e nunca faria uma coisa dessas.

Mas acho que um dos motivos que as pessoas do Brasil tiveram esse enorme preconceito contra o filme, foi por que logo nas primeiras cenas do filme, os personagens Donato e Konrad se pegam, e Donato (Moura) está sendo o passivo da relação, o que acho que muitos homens heteros e mulheres acham uma forma de desmasculinizar o homem, ainda mais sendo o personagem que está acontecendo isso, ter sido um dos mais amados policiais na franquia mais rentável do cinema brasileiro. Acho que na verdade o problema do brasileiro é esse, não saber distinguir o ator do personagem.

Voltando ao assunto do filme, achei um dos melhores filmes gays que já assisti, mas como todo filme brasileiro possui muitas cenas dos personagens nus, mas nada que chega a ofender alguém. Uma historia de conhecer a si próprio e deixar de lado o que os outros vão pensar, porque se você deixar o julgamento das outras pessoas te afetarem isso só vai fazer te afastar de quem você ama, e de quem você quer ser. E além disso, daria tudo para dar os parabéns para o Wagner Moura e Clemens Schick pelo ótimo trabalho que fizeram, e não esquecendo do Jesuíta Barbosa que está também mais do que magnífico no filme.